A PRODUÇÃO DE INSULINA ARTIFICIAL PELA TECNOLOGIA DO DNA RECOMBINANTE PARA O TRATAMENTO DA DIABETE MELLITUS
DOI:
https://doi.org/10.37157/fimca.v12i3.1193Palavras-chave:
insulina recombinante, Diabetes Mellitus, engenharia genéticaResumo
Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica caracterizada pela deficiência na produção ou ação da insulina, um hormônio essencial produzido nas Ilhotas de Langerhans do pâncreas. A ausência ou ineficiência da insulina resulta em hiperglicemia, desencadeando sérias complicações metabólicas. Com a descoberta da tecnologia do DNA recombinante, a insulina foi a primeira proteína terapêutica a ser produzida por essa técnica e aprovada para uso em humanos pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, em 1982 revolucionando a terapêutica no Diabete Mellitus. No entanto, sua utilização enfrentava resistência tanto de médicos quanto de pacientes devido à presença de efeitos colaterais e à dificuldade de aplicação o que evidenciou a necessidade de aprimoramento no desenvolvimento de diferentes perfis insulinas. Objetivo: Demonstrar como a engenharia genética contribuiu para a evolução na produção de insulina sintética, beneficiando milhões de pacientes diabéticos. Metodologia: A pesquisa baseou-se em uma revisão integrativa da literatura científica a partir de artigos publicados, extraídos de bases de dados como PubMed e Scielo, que apresentavam informações referente a produção e eficácia de insulina artificial. Resultados: Foi observado que a bactéria Escherichia coli, modificada geneticamente para expressar as cadeias específicas da insulina humana permite a produção em larga escala e com maior segurança, substituindo os métodos antigos que utilizavam insulina produzida em pâncreas de suínos e bovinos. A insulina recombinante apresenta menor risco de rejeição imunológica, maior pureza e custo reduzido. Adicionalmente, foram desenvolvidos análogos de insulina, como a lispro, que imitam com mais precisão o padrão fisiológico da insulina humana. Alternativas inovadoras, como o uso de plantas geneticamente modificadas (Ex.: alface e feijão) e animais transgênicos, também demonstram potencial para ampliar a produção de insulina de forma sustentável e econômica. A clonagem molecular, o uso de plasmídeos e a aplicação de enzimas de restrição são recursos biotecnológicos essenciais nesse processo. Considerações finais: a tecnologia do DNA recombinante proporcionou avanços sem precedentes no tratamento do DM, possibilitando acesso a uma terapia mais eficaz, segura e acessível. Além de melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes, essa inovação representa uma alternativa viável para atender à crescente demanda por insulina no cenário mundial.
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