A PRODUÇÃO DE INSULINA ARTIFICIAL PELA TECNOLOGIA DO DNA RECOMBINANTE PARA O TRATAMENTO DA DIABETE MELLITUS

I Simpósio de Biotecnologia

Autores

  • Lucas Eduardo Pereira Magalhães
  • Beatriz Gil Gima
  • Moisés Marques de Andrade Júnior
  • Ronezla Vanessa Ferreira da Silva
  • Cristina Mel Silva Andrade
  • Bianca Vitória Oliveira Barbosa
  • Giovanna Souza Leme da Rocha
  • Vívian Michaely Brito Fontinelli
  • Alcione de Oliveira dos Santos Faculdades Integradas Aparício Carvalho (Fimca)

DOI:

https://doi.org/10.37157/fimca.v12i3.1193

Palavras-chave:

insulina recombinante, Diabetes Mellitus, engenharia genética

Resumo

Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica caracterizada pela deficiência na produção ou ação da insulina, um hormônio essencial produzido nas Ilhotas de Langerhans do pâncreas. A ausência ou ineficiência da insulina resulta em hiperglicemia, desencadeando sérias complicações metabólicas. Com a descoberta da tecnologia do DNA recombinante, a insulina foi a primeira proteína terapêutica a ser produzida por essa técnica e aprovada para uso em humanos pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, em 1982 revolucionando a terapêutica no Diabete Mellitus. No entanto, sua utilização enfrentava resistência tanto de médicos quanto de pacientes devido à presença de efeitos colaterais e à dificuldade de aplicação o que evidenciou a necessidade de aprimoramento no desenvolvimento de diferentes perfis insulinas. Objetivo: Demonstrar como a engenharia genética contribuiu para a evolução na produção de insulina sintética, beneficiando milhões de pacientes diabéticos. Metodologia: A pesquisa baseou-se em uma revisão integrativa da literatura científica a partir de artigos publicados, extraídos de bases de dados como PubMed e Scielo, que apresentavam informações referente a produção e eficácia de insulina artificial. Resultados: Foi observado que a bactéria Escherichia coli, modificada geneticamente para expressar as cadeias específicas da insulina humana permite a produção em larga escala e com maior segurança, substituindo os métodos antigos que utilizavam insulina produzida em pâncreas de suínos e bovinos. A insulina recombinante apresenta menor risco de rejeição imunológica, maior pureza e custo reduzido. Adicionalmente, foram desenvolvidos análogos de insulina, como a lispro, que imitam com mais precisão o padrão fisiológico da insulina humana. Alternativas inovadoras, como o uso de plantas geneticamente modificadas (Ex.: alface e feijão) e animais transgênicos, também demonstram potencial para ampliar a produção de insulina de forma sustentável e econômica. A clonagem molecular, o uso de plasmídeos e a aplicação de enzimas de restrição são recursos biotecnológicos essenciais nesse processo. Considerações finais: a tecnologia do DNA recombinante proporcionou avanços sem precedentes no tratamento do DM, possibilitando acesso a uma terapia mais eficaz, segura e acessível. Além de melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes, essa inovação representa uma alternativa viável para atender à crescente demanda por insulina no cenário mundial.

Publicado

2026-05-20

Como Citar

Magalhães, L. E. P., Gima, B. G., Andrade Júnior, M. M. de, Silva, R. V. F. da, Andrade, C. M. S., Barbosa, B. V. O., Rocha, G. S. L. da, Fontinelli, V. M. B., & Santos, A. de O. dos. (2026). A PRODUÇÃO DE INSULINA ARTIFICIAL PELA TECNOLOGIA DO DNA RECOMBINANTE PARA O TRATAMENTO DA DIABETE MELLITUS: I Simpósio de Biotecnologia. REVISTA FIMCA, 12(3), 7. https://doi.org/10.37157/fimca.v12i3.1193

Edição

Seção

Resumos de Eventos / Conference Abstract